Recebi o texto abaixo e quero compartilhar com vocês:
Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de “o quinto”. Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O “quinto” era tão odiado pelos brasileiros, que foi apelidado de “o quinto dos infernos”.Não sei quem é o autor e, como costumo fazer, fui checar as informações. Na Wikipedia descobri duas coisas:
A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os quintos atrasados de uma única vez, no episódio conhecido como “derrama”. Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2009 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente “dois quintos dos infernos” de impostos. Para quê?
Para sustentar a corrupção, o PAC, o mensalão, o Senado com sua legião de “diretores”, a festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar no executivo, os saques “secretos” com cartões corporativos. Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do “quinto dos infernos” para sustentar uma corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa.
- O quinto era a retenção de 20% do ouro levado às Casas de Fundição, não de tudo que fosse produzido.
- Entranhados ao poder político, os chamados “homens-bons” (que provavelmente nada tinham de bons), eram quase-sócios do Estado e conseguiram sempre empurrar com a barriga e adiar as derramas.
- Os “homens bons” de hoje muitas vezes conseguem sonegar parte dos impostos (e não os culpo: é isso ou a falência). Já os trabalhadores não podem fugir do IRRF, por exemplo. E ninguém, “homens bons” ou não, consegue escapar do IPI, do PIS, do COFINS, etc.
- Os 38% atuais não são cobrados somente sobre o ouro. Ao contrário, esse número significa que o valor da arrecadação corresponde a 38% do PIB, ou seja, de tudo que se produz.
Pra ler ouvindo (e refletindo): “Inútil”, do Ultraje a Rigor - Música e Letra
