quarta-feira, 6 de abril de 2011

Desenhe-me um carneiro

O título deste post remete ao livro “O Pequeno Príncipe” e acho que pouquíssimos o desconheçam. A pessoa pode não ter lido o livro, mas certamente conhece a história ou pelo menos já ouviu que “o essencial é invisível aos olhos” ou que “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

(O livro, acreditem, é bem mais divertido e profundo do que estas duas frases repetidas à exaustão!)

Ganhei o livro quando criança e li me imaginando no lugar do principezinho, viajando pelo espaço de planeta em planeta. Uma narrativa gostosa e um enredo simples, próprio para crianças.

Porém este é um livro que você deve ler duas vezes, e muitos anos depois olhei pro livro na estante e decidi embarcar novamente na aventura do principezinho. A narrativa então ganhou novos significados.

Percebi que o acendedor de lampião é o funcionário burocrata e que o contador de estrelas é o indivíduo ganancioso, vi de forma diferente a despedida da raposa...

(Poderia citar aqui vários exemplos de personagens e passagens com novos significados, mas deixo as reticências falando por mim).
...

Infeliz em seu planeta, o principezinho fugiu. Já na Terra, confessou “Ela [a rosa] me perfumava e me iluminava... Não devia jamais ter fugido.”

Se o Pequeno Príncipe tivesse percebido o quanto a rosa era importante, jamais teria deixado o seu pequeno planeta.

Mas se ele tivesse ficado lá, teria descoberto isso?

Pra refletir, Pitty em dose dupla:
E um presente para os que - assim como eu - acreditam que o Príncipe conseguiu voltar.

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